quinta-feira, 10 de setembro de 2009
"Words are little bombs."
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Bardo Thodol
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Flux
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Epifanias que não levam a nada 3 (Pocket Edition)
domingo, 31 de maio de 2009
Roda Gigante
quarta-feira, 27 de maio de 2009
"Making some sense...when there's no sense at all."
Id-trip
Aí eu acordo e dou uma mijada.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Posologia: ler
Ou você pode parar com essa merda e se dar conta das dezessete horas, nove minutos e dezesseis segundos.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
De: pulôver velho
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Rollercoaster
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Anônimo
Pulou, e então, nada.
E só então, tudo.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Medo velho
Você não se lembra?
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Showdown à beira do abismo
Confiro os ferrolhos da porta, certo de que irão segurar a tormenta e me manter livre do vórtice, mas a esperança, um anão obeso e vestido como um palhaço, mas que ri como se eu fosse ainda mais ridículo, é o calcanhar de aquiles de meu refúgio, abrindo frestas por onde entra o som, o cheiro e o pó do vento, transformando espectativa em desejo de aniquilação, indo direto no nervo, trincando dentes e espelhos, me fazendo desejar coisas horríveis e vergonhosas, tolices com as quais eu não deveria me demorar. Mas ouvir a voz do vento é saber de muitas coisas, é quebrar a obra de arte perfeita em infinitos cacos para depois batizá-los. É trocar os olhos de quem ama você por um rival montado com memórias e sonhos, um espantalho sob um céu sem corvos.
Não quero mais brincar disso. Melhor destrancar logo essa porta e deixar o vento arrebentar com tudo. É hora de entoar o mantra mais sagrado, e com vontade: Foda-se.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Epifanias que não levam à nada (2)
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Samsara Forever
E
são
Zero.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Voltando para casa
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Epifanias que não levam à nada (1)
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Metafísica para picaretas
“Século escorre, Aeon expira.
Pior é que vosmecê acredita.
Foi, seria e será; enfim, oxalá.
Prestidigitação cósmica, estelar.
Segundos, minutos, anos e dias.
Hydras, medusas, quimeras sortidas.
Atrasam, apressam; prontas mordidas,
Mastigam, devoram mentes falidas,
Prometem sorrindo, futuros cifrados.
Alva bruma em glorios'aurora,
Turva, embaça a luz – e a gente gosta.
Saibas que não há meses nem eras:
apenas és.”
Barão de Tinguely, Cartas A Se Queimar, 1881.
Não quero ver o sol nascer com você. Não quero fazer um piquenique à sombra de um velho carvalho importado de algum filme Americano diabeticamente romântico em seus sonhos. Não quero segurar uma criança nos braços e, ao olhar para você, sorrir emocionado, pensando que tenho no colo não o meu, mas o nosso filho. Não quero, após uma briga feia causada por um projétil perdido em nossa então costumeira troca de tiros vocabulares, dançar com você a velha macareña rancorosa, desesperada e sôfrega do sexo de reconciliação, o bom e velho fio verde cortado, de uma bomba relógio que sempre volta a se armar. Não quero me apaixonar por você de novo, após 30 anos de alegrias e frustrações, mas sempre achando que valia a pena tentar mais um pouco. Não quero sequer me apaixonar por você semana que vem, ao me dar conta de que aquela morena da próxima noitada é gata, está me dando a maior condição, pode virar uma foda depois das 3 da manhã e de 4 tequilas, e mesmo assim não consegue afastar você dos meus pensamentos. Não quero, enfim, nada que não esteja acontecendo neste exato momento, que não passa de mim, você, dessa varanda bendita que nos salvou da barulheira da festa lá dentro e desse cheiro de Dama da Noite do jardim lá embaixo. Minha mente está aqui, com você e comigo mesmo, tomando um mojito e olhando nos seus olhos, jamais sentado em uma poltrona confortável, zapeando por centenas de televisores com seriados românticos e dramalhões mexicanos protagonizados por duas pessoas que, forçando muito a barra, possuem leve semelhança conosco, se perdêssemos completamente o bom senso e comprássemos carapuças Made In Merda Na Cabeça. Não tenha medo, estou aqui para salvá-la desses pensamentos turbulentos. Aqui estou, cavaleiro andante que sou, para puxá-la do vórtice, do rodamoinho que rasga sua alma com estilhaços de meninas mais bonitas que você, passeando com namorados que nunca lhe pegarão na saída da aula de francês, ou quem sabe de uma tarde de sol onde você ficou triste sem querer e colocou a culpa na falta de um pezinho esfregando-se no seu debaixo do edredon. Ande, estique sua mão, segure firme na minha e tudo ficará bem.
Isso mesmo.
Enfim sós.
_E aí, nenê? Qual o seu nome? Tem namorado?
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Para quem os deuses rezam antes de irem dormir?
Qualquer uma dessas coisas farão os deuses deixá-lo em paz. Só não se atreva a sentar em volta de uma fogueira e contar uma história para quem você ama. Eles podem e irão odiá-lo e temê-lo. Não pela sua história maldizer algum deles ou todos eles. Mas pela possibilidade de você não mencioná-los, histórias que são.